Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de agosto, 2024

O tempo é implacável

Os pais dos meus filhos não são velhos, apesar de estes caminharem para os trinta. Mas noto, quando estamos juntos, e os filhos conversam entre eles, que, muitas vezes, os pais ficam arredados daquilo que conversam. É natural, não há nenhum conflito nisso, mas é a constatação de que, cada vez mais, nós, pais, nos vamos afastando da juventude. Com a aceleração da passagem do tempo e dos hábitos, é natural que o fosso entre as gerações se vá, cada vez mais, alargando. Está constatação faz-me pensar que ficamos mais rapidamente velhos. O tempo é implacável .

Um momento de férias

Ontem fui jantar com a minha família a um restaurante frente á praia. Estes momentos em família são especiais por nos permitir viver num tempo novo, fora da rotina. Já estou na segunda semana de férias, e foi preciso a minha filha vir passar a semana a nossa casa, para nos por fora dela. Falo de mim e da minha esposa, que o rapaz, pelo menos ao fim de semana, está sempre a sair com os amigos. E a rapariga também. Os pais é que estão de férias e não vão para lado nenhum. Também não faço questão. Já fico contente de me sentar numa esplanada, com tempo e um livro na mão, e a tranquilidade de me sentir bem e em paz. O resto é acessório.

Tempo de refletir

De férias, tenho mais tempo para refletir. Acho que a maior parte do tempo é o que faço. Mergulhar na minha interioridade e auscultar o que tenho dentro de mim. A alma. Não é um exercício fácil, pelo contrário. Por isso é que são poucas as pessoas que empreendem esse caminho. É um caminho de isolamento e solidão, mas é o que nos conduz á nossa essência. Á verdade do que somos. Vivermos essa verdade é, também, assumirmos a nossa fragilidade. É na assunção dessa fragilidade, que é a natureza do que somos, que encontramos a força que nos impulsiona na conquista dos nossos sonhos.

Se te faz feliz

Das memórias do Facebook:

As ilusões são mentiras

Aprendi que o que temos que fazer é desfazermo-nos das ilusões. As ilusões são mentiras. Como se fossem um véu que nos impede de ver a realidade. Acho que a maioria das pessoas nunca se despem deste véu. Vivem na ilusão permanente do que não é real. A realidade é a verdade que temos que viver.

Um homem com um sorriso triste

É um homem novo. Fui-o vendo por ali. Tem um sorriso triste e uma deficiência no andar. Comecei a cumprimentá-lo quando o via. Quase não ouvia a resposta. O seu silêncio sobrepunha-se ao gesto de falar. Continuei a vê-lo, sozinho, por aí. E a cumprimenta-lo. Ele responde com um sorriso onde já se vê o sol.

Um filme

Estava a fazer zapping no televisão e no canal Hollywood passava o filme "Nunca é tarde de mais", com Jack Nicholson e Morgan Freeman. O visionamento deste filme foi-nos proposto pela Dra. Inês Nascimento numa das sessões da ação G'Oldies. Claro que o fiquei a ver. Infelizmente, a luz falhou em casa e não o pude ver até ao fim. O filme retrata a situação de dois homens com cancro que se conhecem na enfermaria de um hospital de Oncologia. Perante o vaticínio do médico do pouco tempo de vida, decidem viver ao máximo o tempo de vida que lhes restava. O filme termina com a desistência de um dos homens da vida louca que levava, e do seu regresso á vida tranquila junto da família.

Á noite

Á noite, no Verão, sento-me na varanda, sob a luz branca de um lampião, e aguardo que o silêncio entrecortado pelo som dos carros que passam na estrada, se traduza em pensamentos de felicidade.

Leitura

Página 91: "A morte não faz pausas. Não conhece férias grandes, feriados, consultas no dentista. As horas de vazio, as épocas de êxodo urbano em massa, a autoestrada para Sul, as trinta e cinco horas, as férias pagas, as festas de fim de ano, a felicidade, a juventude, a despreocupação, o bom tempo - está-se nas tintas para tudo isso. Está presente em todo o lado, durante todo o tempo. Ninguém pensa muito nisso, para não dar em doido. É como um cão a fazer slalons permanentes em torno das nossas pernas, mas em cuja presença não reparamos senão no dia em que nos morde. Ou, pior, morde um ente querido."  

Assinatura renovada

Acabei de renovar a minha assinatura do jornal Público. Sou leitor ocasional deste jornal desde o seu lançamento. Há alguns anos que sou assinante. E é uma decisão de que me orgulho. A credibilidade e profissionalismo do Publico fazem desta instituição das mais credíveis em Portugal. Ser assinante é sentir-me patriota.

O telefone avariado

A vida é feita de pequenas complicações. Estou de férias e tive que vir a casa da minha mãe, porque lhe vêm entregar um telefone novo. Como a linha é de cobre, tem tido varias avarias, e agora vão substituir o telefone que, pelo que me foi dito, é só ligar á tomada. São pequenas contrariedades que ocorrem no quotidiano, com as quais é preciso lidar. Às vezes penso que se não fossem estas pequenas falhas na engrenagem dos dias, a vida seria uma monotonia.

Da minha varanda

Da minha varanda vejo o dia nascer com as cores da natureza.

A dedicação do meu irmão aos filhos

O meu irmão divorciou-se da mulher. É natural, cada vez mais, pode acontecer a qualquer um. O divórcio é um acontecimento catastrófico. Ainda mais quando estão envolvidos filhos e sentimentos. Por isso não foi fácil para o meu irmão, levou tempo para recompor-se. O que não demorou tempo, foi o amor, dedicação e empenho no cuidado dos filhos. Independentemente do bom ou mau feitio que o meu irmão possa ter, a sua dedicação aos filhos, o tempo que possa estar com eles, é inexcedível. Bem haja!

Sou sexagenário

Sou sexagenário e esqueço-me disso. Não sei se viver com a consciência disso me ajudará a viver melhor. Felizmente, sinto-me jovem, e é bom. Mas a realidade impoe-me que já não sou novo. Acho que viver com essa consciência me ajuda a viver com mais verdade. E isso me deixa mais realizado.

Estou de férias

Estou a iniciar as minhas férias. Se, por um lado, estou entusiasmado, pelo tempo livre que vou ter, por outro, fico um pouco apreensivo pelo receio de me sentir entediado. A perspetiva de liberdade durante este tempo é o que mais me entusiasma. É a experiência que mais nos proporciona felicidade. O tempo e a liberdade de o habitar como quiser, são a razão dessa felicidade. Não tenho planos, mas espero que seja, essencialmente, um tempo de re(encontro) comigo mesmo. Que seja um tempo de paz e apaziguamento, e de encontro com a consciência e alegria de viver.  

A vida não cabe numa teoria

"A vida... e a gente põe-se a pensar em quantas maravilhosas teorias os filósofos arquitectaram na severidade das bibliotecas, em quantos belos poemas os poetas rimaram na pobreza das mansardas, ou em quantos fechados dogmas os teólogos não entenderam na solidão das celas. Nisto, ou então na conta do sapateiro, na degradação moral do século, ou na triste pequenez de tudo, a começar por nós. Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem. A vida é o que eu estou a ver: uma manhã majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crianças — um rapaz e uma rapariga — silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar. " - Miguel Torga, in "Diário (1941)"

"A breve vida das flores"

Comecei ontem a ler o livro "A breve vida das flores", de Valérie Perrin. Adoro o título. Uma frase simples e poética que me levou a escolher o livro. De início, não me entusiasmou muito. História de uma funcionária que guarda um cemitério, pareceu-me um pouco lúgubre. Entretanto, á medida que fui avançando nas páginas, fui ganhando mais interesse na história de uma mulher que não desiste da felicidade, como diz na capa. É um livro com capítulos breves, como gosto, que me irá acompanhar durante alguns dias de férias que ainda irei começar.  

A felicidade suprema é fazer nada

Das memórias do Facebook,  "Porque só podem se entregar às delícias da contemplação aqueles que fizeram as pazes com a vida e não se esqueceram dos próprios desejos."  Rubem Alves, no livro Palavras para desatar nós.

Seja simples!

Um homem que lê

Costuma viajar na mesma camioneta que eu, de regresso a casa. Entra mais á frente. É um homem novo, de cor preta. Das várias vezes que o vi, trazia um jornal na mão, o Jornal de Notícias ou o Correio da Manhã. Um dia, sentou-se ao meu lado e fomos a conversar a viagem toda. Soube que mora para os meus lados, sozinho. E trabalha nas obras. Desde aí, cumprimenta-me sempre que entra na camioneta.

As notificações do Facebook

Uma coisa que chateia no Facebook são as notificações. Quem diz Facebook, fala de outras redes sociais. Quem seguir algumas páginas no Facebook, se imediatamente não desativar as notificações, vai-se a ver com elas. É que nem sempre se lembra ou disponibiliza para as desativar. Imagino a quantidade de pessoas, menos info-informadas que se aborrecem com isso. Lembrei-me de escrever isto depois de ter hoje desativado as notificações de uma página do Facebook que andavam a chatear-me.

Uma situação excepcional

Na Segunda feira, dia 29 de julho, verifiquei as estatísticas do blog e tinha 800 visitas e 1200 visualizações. Pensei: não pode ser! O máximo de visualizações que tinha tido, raras vezes, foi menos de 200. Achei que seria um problema do Sapo.pt. e pedi esclarecimentos. Até agora, não recebi quaquer informação. Como, entretanto, os números parecem ter regressado ao normal, achei que teria sido um caso excepcional, eventualmente, relacionado com um post que publiquei sobre a entrevista que li no Público de Miguel Esteves Cardoso. Enfim, por pouco tempo, achei que estava a ficar famoso 😀

Nascer todas as manhãs

Das memórias do Facebook! De Miguel Torga,