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"A morte não faz pausas. Não conhece férias grandes, feriados, consultas no dentista. As horas de vazio, as épocas de êxodo urbano em massa, a autoestrada para Sul, as trinta e cinco horas, as férias pagas, as festas de fim de ano, a felicidade, a juventude, a despreocupação, o bom tempo - está-se nas tintas para tudo isso. Está presente em todo o lado, durante todo o tempo. Ninguém pensa muito nisso, para não dar em doido. É como um cão a fazer slalons permanentes em torno das nossas pernas, mas em cuja presença não reparamos senão no dia em que nos morde. Ou, pior, morde um ente querido."
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