Vou passar todo o meu tempo a escrever-te um poema. E quando te deitares comigo a teu lado sobre o limbo da noite acordada para veres os miosótis dos meus olhos a crescerem, como dizes, para o alvorecer dos teus sonhos perfeitamente incrédulos e cheios de esperança ainda de algum sentido que torne provável a irreal exatidão da vida que em vão tento trazer para o meu poema, perfeitamente irreal, e eu sussurro-te então ao ouvido palavras sem nexo nem sentido para provar isso mesmo em que tu, como sei, não acreditas, eu torno a voltar ao princípio para encontrar o rumo viável das palavras.
Há alguns meses que iniciei as consultas de psicologia como apoio para deixar de fumar. Está semana decidi acabar com elas. A verdade, como me disse o psicólogo, é que eu não preciso do apoio psicológico para deixar de fumar. O facto é que há quatro meses que não levo um cigarro á boca. Durante este tempo fui tendo as consultas, mas mais pelo prazer de conversar com alguém com um conhecimento técnico maior sobre a vida. E foi importante o feedback positivo que obtive das questões e perplexidades que expus.