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Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2024

30 anos de casamento

Mais uma meta concluída

O meu filho, de 25 anos, defendeu hoje a tese de mestrado em Gestão Financeira com 16 valores na Universidade Católica. É mais uma meta concluída na sua formação e mais uma razão para o orgulho dos pais, que não podia deixar de registar. Mas, mais que isso, o meu orgulho é de achar, com tudo o que isso significa, que o meu filho é um bom rapaz.

Todos estamos sós

Há alguns dias uma colega chegou de férias. Tinha ido sozinha para a zona de Setúbal. Chegou radiante por ter realizado um empreendimento de que não se julgava capaz. Foi uma semana de férias bem passada e feliz por ter desafiado os seus medos. Admiro as pessoas que andam sós. Que vão para um lado e para outro e não precisam de companhia. Que são autosuficientes. Gosto da solitude mas não sou autosuficiente. Gosto da minha companhia mas não sei viver sózinho. Mas admiro as pessoas que fazem a sua vida sem precisarem de ter companhia. Que se bastam a si próprias. Que se realizam consigo mesmas. Penso que, em última instância, todos estamos sós. Vivermos essa realidade, é aceitarmos a verdade indissolúvel do que somos.

"Como ser feliz"

Finalmente terminei de ler o livro "Como ser feliz" que  aqui dei conta quando o comecei. Embora possa ser considerado um livro de auto-ajuda, é muito mais que isso. Escrito por um psicólogo, é um estudo profundo e exaustivo que integra os contributos da psicologia positiva para ajudar a viver com mais sentido e propósito. A felicidade é um estado que sempre foi objeto de estudo de filósofos e cientistas, mas que nos últimos tempos tem sido mais compreendida com os novos desenvolvimentos da ciência. "Sim, é possível!", acrescenta o autor no título. É possível viver com mais consciência da urgência de ser feliz!

Uma entrevista de Miguel Esteves Cardoso

Li a entrevista de Miguel Esteves Cardoso publicada hoje no Público a propósito do lançamento do seu último livro "Como escrever".  Retive isto: “Podemos dizer ‘quero lá saber’, mas somos 100% dependentes da opinião dos outros” Entre não fazer uma coisa e fazer uma coisa, a diferença é enorme. Dar o primeiro passo é a diferença entre não cantar e cantar, que é muito maior do que cantar um minuto ou cantar dois minutos. A diferença entre 1050 e 1051 é pequena. Parece que é uma unidade, mas passar do 0 para o 1 é grande. Começar a nadar, começar a correr, começar a... Começar. Passar de não fazer para fazer. Não interessa se mal, se bem. Começaste. Toda a resistência está no começar. Porque as pessoas sabem: começo, mas vou largar, mais vale não começar. É o acto de preguiça e de resistência." E isto: "E como os filósofos. Não ficam à espera. Têm de escolher um trabalho manual, repetitivo, chato, para poderem pensar . Wittgenstein e muitos filósofos dizem que é essen...

O uso correto dos livros

Ficar sem fazer nada

Gosto de estar sem fazer nada. Deixar-me fluir nos pensamentos. Não pensar. Assim gosto de estar quando chego a casa, ao fim da tarde. É dos melhores momentos. Passado algum tempo, penso no que posso fazer. E deixo-me estar. Até que um impulso me faça agir.

Artigo de opinião

Um artigo de opinião meu que foi publicado hoje no jornal Público

O homem de silêncio

Tenho observado uma pessoa que podia ser uma personagem de um romance. Se alguém o escrevesse, podia, muito bem, dar-lhe o título "O homem de silêncio". A personagem existe, é real, é um homem dos seus 50 anos, engenheiro. É uma daquelas personagens que habitam o quotidiano de toda a gente. O homem é um poço de silêncio. Não o vejo a falar com ninguém, e quando fala, quase não se entende. Já o vi a ouvir música, jazz, muito suave. Habitualmente, faz refeições de comida vegetariana. O ato parece um bailado. E vejo-o, às vezes, com o tempo bom, a deslocar-se de bicicleta. Habita na sombra, de onde uma luz ínfima o destaca, para ser a personagem de "O homem de silêncio".

A ver TV alheado do mundo

Tenho reparado no decorrer do meu passatempo favorito, que é fazer zapping nos canais da TV, que me detenho nos chamados canais generalistas. Não vendo muita televisão, ainda assim gosto de ver os canais informativos. Mas, além da informação ser repetida, fiquei saturado com a quantidade de comentários que neles passam. Depois o mundo está tão mau, que as imagens que são transmitidas, só veiculam desgraças. Assim, para preservar a minha tranquilidade, no meio do zapping, paro nos programas de mais entretenimento. E assim passo algum tempo, descontraidamente, e alhado do mundo que passa lá fora.

Escrever com trabalho ou inspiração?

Por vezes escrevo pela vontade de escrever. Porque gosto. Quando escrevo assim, normalmente não gosto muito do que escrevo. Algumas vezes apago. Outras vezes escrevo por impulso, e gosto do que escrevo. Como se fosse movido por um instinto.. Este texto já o tinha iniciado e estava nos rascunhos. Quando o comecei a escrever, senti que rapidamente o terminaria. Agora que o retomei, estou com dificuldades em conclui-lo. Sinto que me falta a inspiração que mo ditou quando o iniciei. Escrever é, essencialmente, um ato de trabalho ou de inspiração? Gostava que se pronunciassem sobre esta questão.  

Feeds para ler

Se contei bem, tenho 75 sites de blogues ou feeds no Feedly. Um exagero. Destes, raros são os que publicam regularmente. Por vezes, apetece-me eliminar a maior parte, e apenas ficar com os que mais me interessam. Depois, não me dou ao trabalho e deixo-os ficar, até um dia.

O ato de tomar café

Gosto de tomar café! Não tanto gostar de tomar café, mas do ato de tomar café. Tomar café é um ritual. Assinala um momento. É um momento de pausa na rotina das horas. Normalmente, quando tomo café sozinho, quase sempre, é um encontro comigo mesmo. Com o Cosmo. E é um ato de sabedoria.

Participar ou não em eventos

Uma colega que costuma acompanhar-me no metro, surpreende-se que eu não saia muito, nem participe nos eventos que, aqui e ali, vão sendo realizados. Por acaso, acontece, por vezes tomar conhecimento de eventos que são divulgados, m as, raramente ou quase nunca participo. Penso que a maior parte desses eventos servem para nos distrair.  Concordo com a minha colega que precisamos de nos distrair, mas tenho a impressão que, na maior parte das vezes, o que as pessoas procuram é evitar encontrar-se consigo mesmas.  

"Onde tens que chegar é a ti mesmo."

"Caminha lentamente, não te apresses, pois o único lugar onde tens que chegar é a ti mesmo." José Ortegay Gasset

Um colega com a DPOC

Hoje um colega fumador, como eu, contou-me que se sentiu mal nas férias, com paragem da respiração, foi ao hospital e diagnosticaram-no com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), um problema de saúde grave. Lembro-me que este colega já várias vezes teve dificuldades devido ao tabaco, tendo tentado deixar de fumar, sem conseguir. Também eu já fui diagnosticado com o mesmo problema, depois de fazer uma espirometria. Felizmente, depois de repetir o exame noutra clínica, que correu muito bem, não se confirmou o diagnóstico. Sou fumador há mais de 40 anos e, apesar dos sustos, sinto-me bem, mas é uma angústia pensar nos riscos que corro.

Um novo ano começa

O meu dia de anos foi um dia normal. Hoje é que fui almoçar fora com a família para festejar, como é tradição., porque o ntem a minha filha não podia estar presente. Tomamos café numa esplanada frente ao rio, e confratenizamos durante algum tempo. Estes momentos são fundamentais por nos permitir estar juntos em família num tempo novo. Como não tenho a data do aniversário no Facebook, só poucos amigos e família me parebenizaram. Desejo que o novo ano me traga, principalmente, paz e saúde.

Uma conversa sobre blogs

Há poucos dias assisti num grupo do WhatsApp integrado por bloguistas, ao qual pertenço, a uma conversa sobre o fim dos blogs. Efetivamente, a época áurea dos blogs já passou. E tenho pena. Atualmente, subsistem alguns resistentes que mantêm o interesse de escrever e expor as suas ideias. Depois que criei o meu, há um ano, tenho-me dedicado a pesquisar blogs para seguir, e tenho encontrado alguns bem interessantes, mas a maioria já não são atualizadas há anos. Felizmente, encontrei alguns ainda activos, mas, mesmo esses, são atualizados raramente.

"A comédia da felicidade"

Apareceu-me hoje nas memórias do Facebook: “A vida é uma coisa de tal modo complexa que eu, muitas vezes, me pergunto se vale a pena andarmos para aqui a representarmos a comédia da felicidade. O coração dos homens é demasiado pequeno para conter o amor verdadeiro que é grande e duradoiro, não achas? Portanto há que vê-lo nas suas pequenas dimensões e não fazer exigências a que ele não poderá corresponder”. • Maria Barroso/Cartas a Mário Soares 1961-1974

Tudo tem o seu tempo

Todos os dias, às 7,00 horas, recebo no telemóvel uma frase da Bíblia com um comentário: hoje foi esta. Eclesiastes 3.1 | ARC 1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: Como é difícil entender o tempo! É difícil justamente porque não é para ser entendido, é para ser vivido! Cada coisa tem seu tempo e, se tentarmos acelerar o relógio, acabaremos nos perdendo e tomando decisões precipitadas. Viva um dia de cada vez e tenha certeza de que o momento certo vai chegar.

Um post ainda a propósito do G'Oldies

Como este blog nasceu da minha frequência do G'Oldies, uma iniciativa de preparação para a reforma, convém, por vezes, acrescentar um post sobre o assunto.  Lembrei-me agora do que disse o jornalista na reforma que foi falar da sua experiência como reformado. O que disse é que, agora, na reforma, tem o tempo muito mais ocupado do que quando estava no ativo. Acho isto excepcional. Eu, que agora, ainda longe da reforma, não sei, por vezes, o que fazer do tempo que tenho livre, enchendo-me de tédio, como será quando todos os dias serem de tempo livre. O que me vale é pensar que quando chegar essa altura, outros projetos em que vou pensando me ocuparão o tempo todo.

"Produtividade é para robôs"

De uma newsletter que subscrevi: ALGO PARA PENSAR   A habilidade mais subestimada do século XXI: saber descansar e relaxar. Prioriza o lazer. A todo custo.⁣ Lazer não no sentido de assistir Netflix ou rolar o TikTok, mas buscar a quietude. O lazer historicamente significava liberdade para atividades criativas e intelectuais. Exatamente o que consideramos “improdutivo” é o que nos dará a clareza mental para sermos verdadeiramente produtivos. Sessões de trabalho profundo só acontecem depois de sessões de descanso sagrado. Eu descanso e relaxo simplesmente porque quero descansar e relaxar — não porque o lazer é algo que me ajuda a “recarregar” e me preparar para o trabalho. Eu não relaxo para trabalhar; eu trabalho para relaxar. Trabalha o máximo que puderes. Mas certifica-te de relaxar, descansar e meditar com a mesma intensidade.   Produtividade é para robôs.

Hoje faço anos

Hoje faço 61 anos. Será um dia como os outros. E será um dia diferente. Todos os dias são iguais. A nossa percepção deles é que é diferente. Um aniversário celebra a nossa existência. E a nossa existência é única. Hoje celebro a consciência de ser quem sou. E de estar vivo. Hoje celebro a vida! Hoje celebro a vida que há em mim.

Uma nova casa para duas tartarugas

Dado o facto de trabalhar numa Câmara Municipal, com serviços de cuidados a animais, o meu irmão pediu-me se podia entregar gratuitamente duas tartarugas a quem as tratasse bem.  Tem as tartarugas em casa há muitos anos e, concerteza, tem por elas grande estima. Notei que havia nele grande interesse, e até ansiedade, em entregar as tartarugas, e saber que seriam bem tratadas. Contactei os serviços oficiais mas já não haviam vagas neles para ficarem alojadas. Felizmente, uma colega ouviu-me falar e contactou o filho para ficar com elas. O filho, que também é meu colega, é um apaixonado por animais, cuidando de alguns em casa, e logo tratou de arranjar o melhor espaço para as tartarugas continuarem a ser felizes. Feliz ficou o meu irmão e eu, por se ter encontrado um desfecho feliz para a história de duas tartarugas que corriam o risco de ficarem sem abrigo. E o seus novos donos também, por terem dois novos animais para darem largas ao seu amor.

Uma medida que faz a diferença

Até há uns dias atrás, para chegar a casa, tinha que caminhar uma distância considerável desde a paragem do transporte público. Se hoje tivesse que percorrer essa distância, com o calor que está, chegaria a casa feito em papas. Felizmente, decidiram colocar uma paragem, sensivelmente, a meio do percurso, muito mais perto de casa. Como funcionário da Administração Local, e habituado a ouvir as queixas dos munícipes, embora noutra cidade, sei bem como pequenas medidas como esta podem fazer a diferença na vida de um cidadão.

Com o silêncio a sobrepor-se á música

Acabei de jantar há bocado e estou sentado no sofá frente á televisão desligada. Não me apeteceu liga-la. Como já me inteirei das notícias de hoje, não me interessa voltar a vê-las outra vez. Há o silêncio e a música que o meu filho tem a tocar no telemóvel. E a paz de um momento em que o silêncio dos meus pensamentos se sobrepõe á música.

Como é tão bom estarmos de bem com a vida!

Fui tomar um café junto da estação do metro. Ao balcão, a funcionária, ao meu lado, perguntou-me se queria tomar ali ou na esplanada. Disse-lhe que queria na esplanada mas que só tinha duas mesas livres ao sol. Perguntou-me se queria tomar na outra esplanada e encaminhou-me pelo café até lá. Tomei café e pus-me a pensar na simpatia da funcionária. Surpreendo-me com a atenção e deferência do atendimento com que, por vezes, somos contemplados. Como é tão bom estarmos de bem com a vida!

Vai começar o jogo

Já falta pouco para o jogo de Portugal no Europeu e eu, que não ligo á bola, é com entusiasmo que aguardo o encontro. Que loucura é essa que une pessoas em todo mundo á volta de um jogo que põe um conjunto de pessoas a correr atrás de uma bola? Tratando-se de um jogo de nações, é a alma dos seus patriotas que se consome num fogo que não se extingue.