Há alguns dias uma colega chegou de férias. Tinha ido sozinha para a zona de Setúbal. Chegou radiante por ter realizado um empreendimento de que não se julgava capaz. Foi uma semana de férias bem passada e feliz por ter desafiado os seus medos.
Admiro as pessoas que andam sós. Que vão para um lado e para outro e não precisam de companhia. Que são autosuficientes.
Gosto da solitude mas não sou autosuficiente. Gosto da minha companhia mas não sei viver sózinho.
Mas admiro as pessoas que fazem a sua vida sem precisarem de ter companhia. Que se bastam a si próprias. Que se realizam consigo mesmas.
Penso que, em última instância, todos estamos sós. Vivermos essa realidade, é aceitarmos a verdade indissolúvel do que somos.
Muitas vezes a vida não nos deixa alternativas... Estar só um fim de semana, umas férias, ser a minha própria companhia é um luxo.
ResponderEliminarContudo, os dias hão de continuar a rasgar-se em infindas dimensões e havemos de navegá-los com a maior convicção, com amigos, conhecidos, colegas de trabalho... com seres humanos.
Talvez daqui a alguns anos a ficção ultrapasse a realidade a I. artificial esteja no auge...ou talvez não sejamos tão autosuficientes, mas ao olhar para trás iremos perceber que esse tempo já passou...e ficaremos prisioneiros dos nossos erros.
Um abraço cordial.
Obrigado pelo seu comentário, a vida às vezes impoe-nos que fiquemos sós e isso é bom, para um maior autoconhecimento e consciência do que somos!
ResponderEliminarJorge,
ResponderEliminarpor acaso também sou autosuficiente. E não tenho receio de ir para lado nenhum!
Digo até mais... sinto-me muitas vezes mais sozinho quando estou acompanhado!
É verdade, muitas vezes sentimo-nos mais sós quando estamos acompanhados!
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