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A consciência da morte e a urgência de viver

Li agora um post num blog que cita um escritor que fala de um comediante que tinha medo da morte e que, depois de anos de psicoterapia, conseguiu, racionalmente, compreender as razões desse medo, e que, por isso, deixou de ser comediante.

Também eu tenho medo da morte. Mas não é preciso. Acho que tenho domesticado esse medo, mas se há razões ocultas que conduzem a nossa vida, essa é a principal.

Como já li, quando nos confrontamos com a morte e temos consciência dela, a vida torna-se uma urgência todos os dias.

Comentários

  1. Pela parte que me toca, a morte fascina-me e já divaguei sobre isso, aqui mesmo;
    https://classeaparte.blogs.sapo.pt/a-morte-fascina-me-25885

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  2. Prefiro a versão existencialista: o medo é uma desculpa.

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  3. Vi agora o seu post e nota-se, pela ironia com que fala da morte, que não o deve amedrontar. Obrigado!

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  4. Não conheço a versão existencialista, mas deve ser importante para refletir nela. Obrigado!

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  5. Não creio que exista alguém que não tenha medo da morte. A ironia e o humor não são uma forma de mostrar que não se tem medo mas, sendo a morte a única coisa que não conseguimos evitar na vida, o melhor é mesmo não pensar nela.

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  6. Não tenho qualquer receio da morte até porque sei que será uma certeza.
    Terei mais medo da vida... dos desafios que me vai propondo e da minha eventual incapacidade de os ultrapassar.

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  7. Obrigado pelo comentário, já vivo melhor com a ideia da morte.

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