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Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2023

O homem que entrou no metro

O homem entrou no metro a praguejar. Tinha uns esgares de preocupação, devia estar mesmo preocupado. Quase parecia chorar. Encostou-se desalentado. Pós-se a escrever no telemóvel. Falou qualquer coisa com alguém que ía a sair do metro. Continuou com o telemóvel. E saiu também.

Crónica sobre um homem que lê

Está um indivíduo sentado à minha frente a ler. Não é a primeira vez que o vejo, no mesmo sítio, a ler. À tarde, depois do almoço, onde venho tomar café. De vez enquando, faz uma pausa na leitura e toma um apontamento no livro. Continua a leitura e levanta os olhos para o lado. O livro está encadernado com um papel florido. O indivíduo está só. Também estou só e observo-o. Vai tomando notas . Por vezes, põe a mão na cabeça como quem sopesa as palavras. Depois, passado algum tempo, coloca o marcador entre as folhas que acabou de ler, levanta-se e vai embora.

A irracionalidade da vida com dados de um blog

No blog Delito de Opinião  leio que "pelo menos 95% da nossa actividade cerebral é inconsciente. Só entre 3% e 5% é pensamento lógico. E a mente inconsciente é cem mil vezes mais veloz do que a consciente, como a neurociência já demonstrou." Já tinha esta ideia, mas nunca a vi assim formulada por escrito. É impressionante como somos conduzidos na quase totalidade pelo nosso inconsciente. Não admira que a vida tenha tantos problemas quando é governada pela irracionalidade.

O previlégio de nos mantermos em contacto

A Dra. Inês Nascimento, psicóloga orientadora da ação que realizamos de preparação para a reforma, G'Oldies, de onde nasceu este blog, afirmou o previlégio que é podermos manter o contacto através do grupo que constituímos no WatsApp. Eu também sinto isso. É também uma forma de não esquecer os conhecimentos adquiridos e, principalmente, a consciencialização do valor da vida e do tempo que urge viver. E é também uma forma de alimentarmos a ligação entre todos que participamos na ação, e a cumplicidade que construímos em torno de um projeto de valorização de um tempo presente e futuro. Que este tempo se realize com a verdade que formos capazes de viver.

A consciência da nossa presença no tempo presente

Acredito que a nossa presença aqui, a nossa existência neste tempo, é o cumprimento de uma etapa da eternidade que nos define. O tempo, o tempo que habitamos, é o tempo presente. Só neste momento, no momento presente, no agora, realizamos o nosso destino, cumprimos a nossa verdade, somos a realidade presente. Nada mais existe, nenhuma realidade, só a consciência desta verdade realiza o mistério que nos define.

Sobre um comentário a propósito de um post que publiquei

Mesmo nas redes sociais se lê poesia, textos de variados temas e assim se compõe o nosso conhecimento, acrescenta, enriquece. A leitura de um livro pode ser mais valorizada, mas há textos que nos elevam, nos levam a aprofundar, a investigar. Insiste Jorge Obrigado Eduarda! Recebi a mensagem em cima reproduzida, na sequência do meu post sobre a minha preocupação relativamente à falta de entusiasmo que cada vez mais revelo pela leitura, nomeadamente de livros. As redes sociais serão, concerteza, uma razão, mas não a única. Gostaria de dizer que tenho aprendido muito nas redes sociais. Ao contrário do que muitos dizem, as redes sociais são uma fonte importante de conhecimento. O problema das redes sociais é que contêm muita e diversa informação que nos afastam de uma leitura mais demorada e profunda, como os livros nos proporcionam. Mas, como disse, mesmo a minha leitura nas redes sociais já não é como antes. Haverá também uma saturação. O problema que sinto, parece-me, é que a leitura ex...

A minha preocupação com o desapego da leitura

Estou preocupado! Já há muito tempo que não leio um livro. Nunca fui um grande leitor, mas sempre tive a paixão da leitura. Lembro-me de quando era mais jovem devorar jornais e revistas. E ler livros, embora com pouca regularidade. Agora nem os jornais me demoro na leitura, embora goste de os ver. E acho a leitura um dos passatempos que mais contribuem para o nosso desenvolvimento. Isto deixa-me preocupado. E acho que será um sinal dos tempos. O hábito da frequência das redes sociais é  uma explicação. Mas não será só isso. É que mesmo a frequência das redes sociais já não me desperta muito interesse, e o tempo passado nelas também já não é o mesmo.. Penso que a razão poderá ter a ver com o meu desapego das coisas da realidade que trazem volume ao ego.  

As pessoas gostam de jogar á "raspadinha"

Ontem os órgãos de comunicação social divulgaram um estudo que me chamou a atenção. De acordo com esse estudo, encomendado pelo Conselho Económico e Social (CES), cerca de 100 mil portugueses tem problemas de jogo com  "raspadinhas", dos quais 30 mil  com perturbação de jogo patológico, ou seja, com problemas de saúde mental. O que é relevante neste estudo é que são as pessoas com baixa instrução e mais dificuldades económicas que mais investem neste jogo, certamente por ser um jogo popular e que promete algum desafogo. Não basta as dificuldades inerentes à sua condição, e novos problemas se vêm juntar.

Não devemos ter medo de morrer

O medo de morrer é dos principais medos que todos temos. Ninguém quer morrer, a não ser, em casos raros, os que estão muito desesperados com a vida. Mesmo que a vida nos apresente muitos desafios e problemas, é o bem mais precioso que temos, sem o qual nada mais faz sentido. O medo de morrer está ligado ao apego á vida. É claro que tudo devemos fazer para preservar a vida, com o que tem de bom e de mau, mas devemos ter consciência de que a vida não é eterna. A vida é um percurso que fazemos aqui, na Terra, e, enquanto o fazemos, devemos-nos interrogar sobre o sentido da nossa existência e do que realiza o nosso propósito de vida. O desenvolvimento da espiritualidade ao longo dos anos foi o que me fez pensar na morte como uma passagem para a vida eterna que nos define.

O dever de cumprir uma obrigação

São 8.30 horas da manhã e estou à espera que as Finanças abram para pagar um imposto. Não é das melhores coisas que uma pessoa pode fazer na vida, mas é necessário. Cumprir as nossas obrigações para com o Estado também não é das coisas que mais nos podem orgulhar, mas é o que nos cumpre como cidadãos. E esperar é uma virtude, preencher o tempo desta espera é o móbil deste post.

As nossas expetativas são diferentes

No que fazemos devemos ter um certo grau de exigência. O grau de exigência é tanto maior quanto o investimento no desempenho da tarefa. Assim, escrever, pelos imponderaveis que estão implicados na tarefa, nem sempre realiza as expetativas que o investimento na tarefa cria. Quer dizer, o que escrevemos nem sempre corresponde a expectativa que alimentamos quando o começamos a fazer. Por isso, é com alguma surpresa que verifico neste blog que um texto ou outro é favoritado por alguém que o lê. Isto segnifica, como se compreende,  que o grau de exigência e correspondentes expetativas não são coincidentes em todos.

A vida está certa

Não estamos sempre bem! Por vezes, sentirmo-nos em baixo, sem energia. A oscilação do humor é maior quando vivemos com consciência e sentido. Quando a nossa caminhada pela vida não acontece por acaso, mas com um sentido superior que determina os nossos passos, devemos serenar na certeza de que a vida nos fará sentir o que tiver que ser, e está certa.

A tomada de consciência da realidade

A tomada de consciência da realidade, adquirida através da observação dos pensamentos que vamos tendo sobre ela, é o factor essencial para a nossa evolução. Esta atitude exige uma atenção permanente ao que observamos, que gera uma inquietação que é o pulsar da vida em nós. A vida é um acontecer permanente, e só a nossa consciência dela nos permite alcançar a verdade que encerra.

Hoje comemora-se o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

Hoje comemora-se o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. O suicídio é um dos problemas que atualmente mais exige atenção e a tomada de posições para tentar debela-lo. Segundo as Nações Unidas, a cada 40 segundos, alguém no mundo põe fim à sua própria vida. Num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia, que torna a distância entre as pessoas mais curta, constata-se que a solidão é cada vez mais um problema, e que as pessoas vivem arredadas da humanidade que faz desabrochar o amor no coração de cada um. Precisamos pensar o mundo onde o valor humano e a pessoa sejam a razão principal de quem nele tem mais responsabilidades seja a que nível for.

As palavras que nunca foram ditas

C A R O L I N A     ……….     de   teu nome, Mas és muito mais do que estas pequenas palavras, foste sempre um  exemplo a seguir e a perpetuar no tempo através das minhas filhas. Hoje sou o que sou graças aos pais queridos, e a ti MÂE, que continuaste sozinha a trilhar o mesmo caminho, sem desvios e sempre com um destino, deixar em cada um de nós; seis seres humanos todos diferentes, mas com a mesma base da pirâmide: Honestidade, Lealdade, Respeito, Educação… e tudo o resto que formataram as nossas personalidades e nos fizerem Homens e Mulheres dignos(a) desses nomes. Mais uma vez te agradeço por seres Minha MÂE, não poderia ser outra qualquer, só tu preenches todos os requisitos, que nunca conseguirei igualar. Mesmo quando nada dizemos uma à outra, falamos com o olhar, a mesma linguagem, sentimos a mesmo coisa em relação aos nossos filhos, partilhamos as mesmas dúvidas, as mesmas incertezas, mas com uma diferença: Tu MÂE tens sempre resposta e solução para todos os problemas, tranquili...

Uma mensagem de um amigo que serviu de pretexto para este post

Um amigo enviou-me uma mensagem através do blog. Como não sabia de quem era, fiquei preocupado. Depois fiquei tranquilo, vindo de quem veio, não podia ser mal intencionada. E tratei de a esclarecer com ele. A mensagem seria relativa ao meu post onde afirmo a minha vontade de fazer psicoterapia. Nas suas palavras, o meu amigo questiona o grau de desespero que uma pessoa possa sentir para se submeter a um processo de formatação.,  Declaradamente, o meu amigo é anti-sistema. Não compreende que uma pessoa aparentemente equilibrada e saudável possa querer fazer terapia. Entende que qualquer interação médica ou tratamento só se justificará num caso grave e em última instância, por implicar uma perda de liberdade e naturalidade do ser, ou seja, uma formatação pelo sistema. Eu compreendo o ponto de vista do meu amigo, mas não concordo. Acho que a psicoterapia, como qualquer tratamento, é um caminho para o encontro consigo mesmo e com a liberdade de se sentir bem. Como referi no referido post, ...

Elogio de um texto que li num blog

Acabei de reler este post:  https://oldsoulgirl.blogs.sapo.pt/ferias-48928 . Tinha-o lido há uns dias, quando foi publicado. Atrevo-me a dizer que foi o melhor post que li aqui. Por isso o cheguei a partilhar num grupo privado. É que descreve minuciosamente um tempo de gozo de férias que é completamente contrário ao conceito que as pessoas geralmente têm. E, mais do que isso, exalta maravilhosamente a alegria de estar vivo e sentir a vida na companhia de quem nos é mais importante: a nossa própria companhia. Parabéns á autora!

Reflexão sobre uma citação

"Quando o homem tiver atingido a meta que se propôs - dominar a Criação - estará completamente vazio: deus e fantasma." Emil Cioran, "Exercícios de admiração"   Li, por acaso, a citação aqui reproduzida e fiquei a pensar. O objetivo do homem é "dominar a criação"? É tornar-se deus? E pode ficar completamente vazio? Pode tornar-se um fantasma? A onde quer chegar o homem? O que é que quer?

Deve haver um sentido para estarmos aqui

O desígnio da nossa vida na Terra deve ser evoluir no sentido da realização do Ser. Deve haver um sentido para estamos aqui, não estamos aqui por acaso. Descobrir qual o sentido da nossa existência deve ser o que nos deverá mobilizar ao longo da vida. A realização do que somos depende do cumprimento dos objetivos que nos determinam nesse sentido. Por isso, a incursão no nosso interior e a auscultação da verdade em que nos erigimos deve ser o caminho.

Como as pessoas passam o tempo

Depois da minha participação no projeto G'Oldies, de preparação para a reforma, e em tempo de férias, tenho pensado na ocupação do tempo quando chegar essa fase. É assustador e dá mesmo que pensar a forma de ocupar o tempo de uma forma útil e realizadora. Sempre que posso, falo disto com colegas reformados e quase todos me dizem que não querem passar o tempo de café em café. Acontece que eu gosto de frequentar cafés e é aí que eu mais gosto de refletir. Embora já se tenha perdido a tradição, é nos cafés que ainda hoje se tomam as melhores decisões e foi neles que se traçou parte do destino da humanidade. Aliás, já antes da minha participação no projeto, me questionava muitas vezes como as pessoas passam o tempo. Porque as pessoas não passam o tempo, o tempo é que passa por elas.

Não gosto das massas

Não gosto das massas. As massas são entidades sem individualidade própria que pautam o seu comportamento pelo mimetismo. Como sou muito consciente da minha individualidade própria, aprecio os indivíduos que se deixam conduzir pela sua consciência individual. Ao contrário das massas, que não correm qualquer risco, que não seja o de as pessoas se atropelarem umas às outros, os indivíduos necessitarão de muita coragem para empreenderem o que é a sua vontade. Os indivíduos gostam de estar sós e é nessas alturas que edificam a verdade da sua vontade. Já os outros andam sempre à procura de alguém para não terem que se confrontar com a sua verdade.    

Gostamos de ter controlo sobre tudo

Somos seres mentais. Conduzimo-nos através da mente. A mente é o que nós constitui como seres pensantes. Gostamos de ter controlo sobre tudo. Achamos que podemos determinar o que nós acontece. Até certo ponto isto é verdade. A mente direcioná-nos no sentido que queremos tomar. Porém, a mente é um produto condicionado por tudo que nos foi incutido ao longo dos tempos. E pode não estar certa. E induzir-nos em erro. Por isso, devemos seguir-nos pela intuição. Aquela voz interior, quase um sussurro, que só conseguimos ouvir no silêncio, deve ser o que nós orienta no sentido da verdade e da certeza.