Avançar para o conteúdo principal

A minha preocupação com o desapego da leitura

Estou preocupado!


Já há muito tempo que não leio um livro.


Nunca fui um grande leitor, mas sempre tive a paixão da leitura.


Lembro-me de quando era mais jovem devorar jornais e revistas. E ler livros, embora com pouca regularidade.


Agora nem os jornais me demoro na leitura, embora goste de os ver.


E acho a leitura um dos passatempos que mais contribuem para o nosso desenvolvimento.


Isto deixa-me preocupado.


E acho que será um sinal dos tempos.


O hábito da frequência das redes sociais é  uma explicação. Mas não será só isso.


É que mesmo a frequência das redes sociais já não me desperta muito interesse, e o tempo passado nelas também já não é o mesmo..


Penso que a razão poderá ter a ver com o meu desapego das coisas da realidade que trazem volume ao ego.


 

Comentários

  1. A leitura é como a ginástica, flete, flete, insiste, insiste, até que se torna um vício (também) para o ego.

    ResponderEliminar
  2. Para mim, ler, é um vício. E de tal forma, que até tenho medo de passar pelas livrarias...

    ResponderEliminar
  3. Ainda bem, é dos vícios mais recompensadores, para mim nunca foi um vício, mas tenho pena de ter perdido o entusiasmo pela leitura.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Mais de dois meses sem fumar

Estou há mais de dois meses sem fumar.  Lembrei-me disso agora, que estou há muito tempo a fazer horas sentado num café. Antes, se entrava num café, pouco me demorava.  Quase sempre procurava uma esplanada, coberta ou não, dependendo do tempo que fizesse. Agora, é indescritível a sensação que tenho de poder estar tranquilamente num local sem ter que pensar no tabaco. É claro que penso, mas nada que me domine. Dois meses sem fumar ainda é pouco tempo para deixar de pensar. Mas, com dois meses sem fumar, o pensamento e a vontade já não são muitas.

Os miosótis dos meus olhos a crescerem

Vou passar todo o meu tempo a escrever-te um poema. E quando te deitares comigo a teu lado sobre o limbo da noite acordada para veres os miosótis dos meus olhos a crescerem, como dizes, para o alvorecer dos teus sonhos perfeitamente incrédulos e cheios de esperança ainda de algum sentido que torne provável a irreal exatidão da vida que em vão tento trazer para o meu poema, perfeitamente irreal, e eu sussurro-te então ao ouvido palavras sem nexo nem sentido para provar isso mesmo em que tu, como sei, não acreditas, eu torno a voltar ao princípio para encontrar o rumo viável das palavras.