Hoje fui ao barbeiro, perto de casa. Há muitos anos que ali vou, desde que mudei de casa e de cidade.
Habitualmente, os barbeiros são lugares de conversa. Ali se comentam os acontecimentos da vida e do país, e se exercita a arte da coscuvilhice, que não é apanágio só das mulheres.
Como não sou muito falador, não alinho muito neste tipo de conversas. Mas hoje, para quebrar o silêncio e porque era o único cliente, decidi falar: "Então como tem corrido a vida?" É a frase com que, normalmente, início uma conversa. "Tem corrido bem, o que é preciso é saúde" - disse. Concordei absolutamente.
Disse-me que está ali há 26 anos e que já trabalha na arte há muitos mais. Por sinal, pelo que me contou, é uma tradição de família que já remonta ao bisavô.
E ficamos de novo em silêncio enquanto apreciava a dedicação e arte com que o barbeiro me aliviava das excrescências capilares que me ocultavam o ar.
O silêncio também é uma arte.
ResponderEliminarSem dúvida que sim, adoro o silêncio.
ResponderEliminarGosto de ouvir o meu silêncio
ResponderEliminarO silêncio é a voz interior que escutamos no meio do ruído exterior que o oculta.
ResponderEliminarSabe que é o tempo que gasto e que eu detesto perder? Já pensei em rapar o cabelo de modo a escanhoar a cabeça em vez de ir ao barbeiro.
ResponderEliminarSabe que os barbeiros antigamente eram as pessoas que se tornavam médicos. Há um livro que explica isso muito bem. Chama-se "O Físico" e é de um escritor chamado Noah Gordon.
Isso é um caso sério, achar que é perder tempo quando vai ao barbeiro...
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