Avançar para o conteúdo principal

A pensar na reforma

Com o avançar da idade, já há algum tempo que penso no tempo em que passarei á reforma.


Apesar de ainda me faltarem alguns anos, é com alguma preocupação que encaro esse tempo pós vida ativa.


Depois da frequência da acção G'Oldies, de preparação para a reforma, na sequência da qual reativei este blog, este tema tornou-se quase uma obsessão.


Daí que não perca uma oportunidade de falar com os meus colegas que estão prestes a iniciar esse tempo, sobre as perspectivas que têm para a reforma.


Normalmente, falam-me com entusiasmo das ideias que os animam para ocupar esse tempo. Projetos não faltam.


A verdade, porém, como já me disseram, é que ao fim de algum tempo, a rotina se instala e o entusiasmo acaba por ceder face ao tédio de muitos dias sem saber o que fazer.


Apesar de tudo, e depois da ação que frequentei, é com algum entusiasmo e otimismo que, por vezes, me detenho a pensar nesse tempo que chegará.


Espero, quando chegar a altura, ter o meu tempo de reforma planeado, e fazer dele o melhor tempo da minha vida.


.


 

Comentários

  1. É claro que é necessário criar rotinas, devemos é fazer com que essas rotinas nos ajudem a passar o tempo com entusiasmo e agrado.

    ResponderEliminar
  2. Eu já ia hoje para a reforma
    Não sei se me aguento os anos todos que ainda faltam.

    ResponderEliminar
  3. Isso não é bom, o emprego é onde passamos mais tempo, seria bom que nos sentisse-mos bem.

    ResponderEliminar
  4. Não planeie nada, deixe o tempo correr. Quando lá chegar, falo apenas por mim, portanto nem sequer posso dizer que é um conselho, movimente-se o mais possível a pé e sempre que possível em locias onde os carros não circulem, o silêncio é revigorante.

    ResponderEliminar
  5. O problema não é não me sentir bem com o emprego que tenho. Gosto do que faço. Mas sim onde passo mais tempo. É tempo demais passado a trabalhar e de menos a viver. Por isso penso quando chegar aos 60 anos reduzir para 20h semanais

    ResponderEliminar
  6. Espero nunca me reformar, poder trabalhar até ao fim da vida… quando fazemos o que amamos…
    Sei que há leis, tipo prazo de validade para trabalhar mas quando chegar essa altura vamos encontrar algo que seja o nosso dom e oferecer aos outros. Parar é morrer!

    ResponderEliminar
  7. Obrigado pelo seu comentário. Também acho que não devemos pensar muito, a vida nos ensinará a viver o momento. Mas é sempre necessária alguma preparação.

    ResponderEliminar
  8. Muito bem, o importante é fazermos o que gostamos!

    ResponderEliminar
  9. Sim, é muito tempo, mas quando se gosta do que se faz, trabalhar é viver.

    ResponderEliminar
  10. Sim, trabalhar é viver, desde que se consiga encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.
    Mas não se preocupe tanto com a reforma, quando ela chegar, saberá de certeza ocupar e disfrutar do tempo
    Feliz dia Jorge.

    ResponderEliminar
  11. Obrigado Carla, também acho que não me devo preocupar, até porque falta muito tempo.ainda, mas é importante pensar nela e preparar-me. Confio que até lá a vida me indicará a melhor forma de a viver. Tenha um dia feliz!

    ResponderEliminar
  12. Faço minhas as palavras da Carla. Já me reformava... mas ainda falta muito!
    Eu gosto do que faço, mas gostaria dd ter mais tempo livre para prosseguir outros interesses como escrever, fazer a horta, ler, caminhar, conviver, sonhar...
    Está muito intenso o ritmo e o volume de trabalho...

    ResponderEliminar
  13. Obrigado pelo seu comentário! É bom quando se tem muitas ideias para ocupar o tempo. Quando assim é, deseja-se pela reforma rápida. Mas também, como disse, quando chega a reforma, acaba-se por instalar numa rotina que não se faz nada do que se tinha pensado. Tenho verificado que isso acontece com muitas pessoas.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Mais de dois meses sem fumar

Estou há mais de dois meses sem fumar.  Lembrei-me disso agora, que estou há muito tempo a fazer horas sentado num café. Antes, se entrava num café, pouco me demorava.  Quase sempre procurava uma esplanada, coberta ou não, dependendo do tempo que fizesse. Agora, é indescritível a sensação que tenho de poder estar tranquilamente num local sem ter que pensar no tabaco. É claro que penso, mas nada que me domine. Dois meses sem fumar ainda é pouco tempo para deixar de pensar. Mas, com dois meses sem fumar, o pensamento e a vontade já não são muitas.

Os miosótis dos meus olhos a crescerem

Vou passar todo o meu tempo a escrever-te um poema. E quando te deitares comigo a teu lado sobre o limbo da noite acordada para veres os miosótis dos meus olhos a crescerem, como dizes, para o alvorecer dos teus sonhos perfeitamente incrédulos e cheios de esperança ainda de algum sentido que torne provável a irreal exatidão da vida que em vão tento trazer para o meu poema, perfeitamente irreal, e eu sussurro-te então ao ouvido palavras sem nexo nem sentido para provar isso mesmo em que tu, como sei, não acreditas, eu torno a voltar ao princípio para encontrar o rumo viável das palavras.