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Mensagens

A mostrar mensagens de maio, 2024

A consciência da morte e a urgência de viver

Li agora um post num blog que cita um escritor que fala de um comediante que tinha medo da morte e que, depois de anos de psicoterapia, conseguiu, racionalmente, compreender as razões desse medo, e que, por isso, deixou de ser comediante. Também eu tenho medo da morte. Mas não é preciso. Acho que tenho domesticado esse medo, mas se há razões ocultas que conduzem a nossa vida, essa é a principal. Como já li, quando nos confrontamos com a morte e temos consciência dela, a vida torna-se uma urgência todos os dias.

Finalmente a alta

Hoje, na consulta de Ortopedia, tive finalmente alta do problema que sofri em 12 de novembro de 2023. Nesse dia, um Domingo, caí e fraturei o ombro direito. Foram dias difíceis durante alguns meses, por ter ficado com o braço imobilizado, com as limitações que isso implicou. Recordando-me disso agora, que estou bem, penso nos desafios que a vida, por vezes, nos cria, e a coragem e esperança que precisamos ter para os superar. E penso, também, nas coisas boas que temos e que devemos valorizar, porque a vida não são só desventuras. Agradeço, por isso, ao Serviço Nacional de Saúde, onde fui operado e seguido durante todo o tratamento, e que tão pouco é reconhecido como das melhores coisas que este País realizou.

Pedi um programa ao ChatGPT

Estive a conversar com o ChatGPT, aplicação de Inteligência Artificial. Como tive que vir a Gaia e não tenciono ir muito cedo para casa, lembrei-me de pedir á aplicação um programa para passar o dia. Deu-me várias sugestões, coloquei-lhe várias questões, respondeu-me, mas ainda não decidi o que vou fazer.

Não sabia quem é Taylor Swift!

Nos últimos dias tenho-me deparado com uma abundância de notícias sobre  Taylor Swift. Não sabia quem era, mas fiquei intrigado sobre a quantidade de notícias que sobre ela iam saindo. Até que perguntei a uma colega e li alguma coisa. Considero-me mais ou menos informado, por isso achei estranho não conhecer essa personagem. Mas há fenómenos que nos passam ao lado. Porque é mesmo de um fenômeno que se trata. Mas sobre isso haverá os especialistas para falar. Sobre os fenómenos. Isso já me interessará.

A pensar na reforma

Com o avançar da idade, já há algum tempo que penso no tempo em que passarei á reforma. Apesar de ainda me faltarem alguns anos, é com alguma preocupação que encaro esse tempo pós vida ativa. Depois da frequência da acção G'Oldies, de preparação para a reforma, na sequência da qual reativei este blog, este tema tornou-se quase uma obsessão. Daí que não perca uma oportunidade de falar com os meus colegas que estão prestes a iniciar esse tempo, sobre as perspectivas que têm para a reforma. Normalmente, falam-me com entusiasmo das ideias que os animam para ocupar esse tempo. Projetos não faltam. A verdade, porém, como já me disseram, é que ao fim de algum tempo, a rotina se instala e o entusiasmo acaba por ceder face ao tédio de muitos dias sem saber o que fazer. Apesar de tudo, e depois da ação que frequentei, é com algum entusiasmo e otimismo que, por vezes, me detenho a pensar nesse tempo que chegará. Espero, quando chegar a altura, ter o meu tempo de reforma planeado, e fazer dele...

Um grupo no WhatsApp

Há algum tempo publiquei aqui um post onde dei conta do não cumprimento do projeto que apresentei na ação G'Oldies, em que participei, de preparação para a reforma, no sentido de desenvolver novos relacionamentos e conviver mais. De facto, embora não me considere um solitário, não costumo participar muito em convívios e relacionamentos, preferindo antes a minha própria companhia que me permite a disponibilidade para o pensamento e reflexão. Acontece que, num comentário a esse post, um leitor e bloguista convidou-me, muito simpaticamente, para um grupo que havia criado no WhatsApp, do qual já fazem parte um conjunto de pessoas na maioria leitores e escritores de blogues. Embora não seja muito participativo, tem sido uma experiência fantástica, pelo convívio e relacionamentos que tem proporcionado. E assim, lentamente, vou saindo do meu mundo pessoal e participando também do mundo de muitas pessoas que partilham do gosto comum de ler e escrever.

"Olha para o que eu faço, não olhes para o que eu digo"

"Olha para o que eu faço, não olhes para o que eu digo" Ocorreu-me agora esta frase conhecida que podia bem ser o meu lema. Ao contrário da maioria das pessoas, não sou muito de falar. Pelo contrário, adoro o silêncio! Acho que se fala demais e pensa-se de menos. Se, em vez de falar tanto, as pessoas prestassem mais atenção ao silêncio e escutassem o que ele revela, talvez pudessemos viver de um modo mais equilibrado e com mais sabedoria.

A irregularidade dos tempos

O tempo está incerto, inconstante, imprevisivel. Numa semana está calor em demasia para a época do ano, a seguir o oposto, igualmente anormal para a época do ano. Vivemos momentos  de incerteza, de inconstância a vários niveis. Económica, política. social, de valores,  e também o clima. Será  pura coicidência, ou tudo tem a ver com a acção/atitude do Homem. Os tempos de mudança só são bons, se for para evoluir com; empatia, partilha, inclusão, respeito, democracia, liberdade seja qual for, limites, humanidade, esperança, confiança, futuro. Vamos tod@os,  querer que o nosso futuro, dos nossos filh@s,   net@s, seja risonho, onde; - As 4 estações do ano se sucedam, sem atropelos.  - O sorriso seja uma arma de contágio para uma sociedade mais justa e equitativa. - A esperança se fortaleça diariamente. - A liberdade não seja questionada. Que o sol nunca se enconda na totalidade da sua sombra. Que a lua brilhe, mesmo perante a penumbra. Que a vida seja luz, com caminho mesmo que sofrido, mas...

A paixão por jornais e alguns delitos

Sempre tive uma paixão por jornais. Os jornais sempre foram para mim uma janela para o mundo. Ser jornalista era a ambição que preenchia os meus sonhos. A paixão era tão grande que, em miúdo, como era pobre, chegava a roubar jornais que, soube mais tarde, eram de um proeminente político, já falecido, do concelho onde vivia. O ardina, que era o dono de um quiosque que existia ali perto, atirava os jornais dobrados para a entrada do prédio e eu ía lá busca-los. Aconteceu algumas vezes. Chegou-me agora á memória a lembrança destes delitos, cujos castigos há muito que prescreveram, e que deixam o aroma de um desejo que me consumia. Agora, com a digitalização da informação, já não me lembro quando foi a última vez que li um jornal em papel.

As pessoas que gostam de livros nunca estão sós

Passou agora aqui uma menina com um livro na mão. É um daqueles retratos que me encantam. As pessoas destinguem-se entre as que gostam de livros e as que não. As pessoas que gostam de livros nunca estão sós. Os livros são a melhor companhia. E têm um horizonte azul nos olhos. Os livros levam-nos longe. Viajamos com eles sem medo de nós perdermos. E encontramo-nos sempre onde nos espantamos.

Tomar a decisão de sair de casa com ou sem guarda chuva

Já terei lido que a inteligência é a capacidade de tomar decisões. Acho uma boa definição. Ao longo dos dias estamos sempre a tomar decisões. Há decisões que são fáceis de tomar. Outras exigem muito tempo de ponderação. Gosto de tomar decisões e fico particularmente contente quando tomo uma decisão rápida. O motivo deste post tem a ver com a necessidade de tomar a decisão de sair de casa com ou sem guarda-chuva. Como o tempo não está certo, decidi sair com o guarda-chuva. Mas seria bom que não chovesse.

1€ para ir ao hospital

Na estação do Metro uma senhora com o Andante na mão veio-me pedir 1€ para ir ao Hospital S. João. Meti a mão no bolso e dei-lho. A senhora deslocou-se á máquina e carregou a viagem. E pensei na quantidade de pessoas a quem falta 1€ para mitigar a pobreza.  

Obrigado, mães!

Neste dia não podia esquecer a minha mãe. Todos os dias penso nela. E falo-lhe, á distância. É das maiores alegrias tê-la  comigo. Às vezes penso que ainda sou uma criança e corro para ela como quem foge do medo. Desejo que tenhas um dia feliz! Felicito, também a mãe dos meus filhos. Em ti, no amor extremoso e dedicado pelos filhos, vejo o amor de todas as mães como a realização da maior benção que alguém pode sentir. Obrigado, mães!

Que bom as férias terem acabado!

Está semana que termina hoje estive de férias. Para mim, as férias encerram a expetativa de um tempo bem passado, mas nunca são o que parecem. O excesso de tempo livre e a ausência de uma rotina são razões para alguma preocupação. Habituados a um ritmo por vezes stressante, uma pausa mais ou menos prolongada pode gerar inquietação. No meu caso, pelo menos, é isso que sinto. Como gosto do trabalho que faço, é com entusiasmo que encaro o regresso.

A minha filha esteve a ler o meu blog

A minha filha veio almoçar a casa dos pais e disse que já tinha lido os textos do meu blog. Finalmente. E que tinha gostado. Fiquei muito contente. Porque a opinião dela é importante.  A minha filha já há mais de um ano que saiu de casa, iniciando a sua vida em união de facto, e é advogada num escritório que lhe absorve a vida quase completamente. Compreendo, por isso, que não tenha muito tempo para se dedicar a coisas que serão, aparentemente, para ela, frivolidades. Para mim, escrever no blog é um exercício que me dá muito prazer e do qual me orgulho.

Uma ida ao barbeiro

Hoje fui ao barbeiro, perto de casa. Há muitos anos que ali vou, desde que mudei de casa e de cidade. Habitualmente, os barbeiros são lugares de conversa. Ali se comentam os acontecimentos da vida e do país, e se exercita a arte da coscuvilhice, que não é apanágio só das mulheres. Como não sou muito falador, não alinho muito neste tipo de conversas. Mas hoje, para quebrar o silêncio e porque era o único cliente, decidi falar: "Então como tem corrido a vida?" É a frase com que, normalmente, início uma conversa. "Tem corrido bem, o que é preciso é saúde" - disse. Concordei absolutamente.  Disse-me que está ali há 26 anos e que já trabalha na arte há muitos mais. Por sinal, pelo que me contou, é uma tradição de família que já remonta ao bisavô. E ficamos de novo em silêncio enquanto apreciava a dedicação e arte com que o barbeiro me aliviava das excrescências capilares que me ocultavam o ar.