Avançar para o conteúdo principal

Reflexão sobre o ato de existir e o modo de ser

Faz amanhã um mês que caí e fiquei bastante aleijado.


Este facto levou-me a ter que viver com o braço direito imobilizado, apenas utilizando o membro esquerdo para a gestão dos movimentos do quotidiano.


Está situação tem-me proporcionado um tempo de profunda reflexão sobre o ato de existir e o modo de ser.


Raramente nos questionarmos sobre os milhares de milhares de instrumentos e funções com que a natureza ou Deus  nos contemplou para que a existência seja possível.


E como basta a falência de uma peça ou função para que o edifício humano se desmorone, e a existência perca o sentido.


Felizmente temos a fé para acreditarmos nos planos de Deus.

Comentários

  1. Olá Jorge. É verdade, somos um conjunto que quando funciona bem nem nos recordamos de como é complexo, e é a um tempo muito estranho e inaceitável que de um momento para o outro, "apenas" por falta de uma parte, o todo fique descoordenado e seja tão difícil fazer o que antes era simples.
    Coragem, melhoras rápidas.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Mais de dois meses sem fumar

Estou há mais de dois meses sem fumar.  Lembrei-me disso agora, que estou há muito tempo a fazer horas sentado num café. Antes, se entrava num café, pouco me demorava.  Quase sempre procurava uma esplanada, coberta ou não, dependendo do tempo que fizesse. Agora, é indescritível a sensação que tenho de poder estar tranquilamente num local sem ter que pensar no tabaco. É claro que penso, mas nada que me domine. Dois meses sem fumar ainda é pouco tempo para deixar de pensar. Mas, com dois meses sem fumar, o pensamento e a vontade já não são muitas.

Os miosótis dos meus olhos a crescerem

Vou passar todo o meu tempo a escrever-te um poema. E quando te deitares comigo a teu lado sobre o limbo da noite acordada para veres os miosótis dos meus olhos a crescerem, como dizes, para o alvorecer dos teus sonhos perfeitamente incrédulos e cheios de esperança ainda de algum sentido que torne provável a irreal exatidão da vida que em vão tento trazer para o meu poema, perfeitamente irreal, e eu sussurro-te então ao ouvido palavras sem nexo nem sentido para provar isso mesmo em que tu, como sei, não acreditas, eu torno a voltar ao princípio para encontrar o rumo viável das palavras.