Fala-se hoje da diferença de género, se é cor-de-rosa, é para menina, se é azul
é para menino.
Muitos estereótipos criados ao longo dos tempos, aliados a crenças
limitadoras, que condicionam muito o pensamento, e, por conseguinte,
impedem que seja livre de preconceitos e de amarras.
A inclusão, seja qual for, deveria ser ensinada, estimulada desde muito cedo no
seio familiar e no banco das escolas, em simultâneo com as primeiras letras do
abecedário.
Claramente, este tema sempre muito presente na minha mente, remete-me
obrigatoriamente para a infância das minhas filhas.
Sempre brincaram de uma forma muita inclusiva, com os primos e primas,
amigos e amigas, sem qualquer tipo de estigma, vestiam os pijamas dos
primos, como eles calçavam as suas sapatilhas, não havia regras para eles, e
outras para elas, partilhavam as camas, os banhos, os pequenos almoços,
tudo era natural, pacificado.
Por falar em pequenos almoços, eram servidos rotina mente em chávenas, que
ainda hoje guardam religiosamente, oferecidas como recordação por um
familiar de uma viagem a Paris, do Micky e da Minnie, que fizeram a infância
delas tão feliz; trocadas, partilhadas, esquecidas, devolvidas, no vai e vem de
dormidas e festas de pijamas, fosse com eles ou com elas.
A recordação mais doce, leve, tranquila e feliz, dos/as que com elas
partilharam, e que guardam como troféus na prateleira das memórias, e na
vitrine do coração.
É o lembrete diário de como foi impactante essas vivencias para a construção
das suas personalidades, e as estruturou como cidadãs do mundo inclusivo.
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