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Os miosótis dos meus olhos a crescerem




Vou passar todo o meu tempo a escrever-te um poema. E quando te deitares comigo a teu lado sobre o limbo da noite acordada para veres os miosótis dos meus olhos a crescerem, como dizes, para o alvorecer dos teus sonhos perfeitamente incrédulos e cheios de esperança ainda de algum sentido que torne provável a irreal
exatidão da vida que em vão tento trazer para o meu poema, perfeitamente irreal, e eu sussurro-te então ao ouvido palavras sem nexo nem sentido para provar isso mesmo em que tu, como sei, não acreditas, eu torno a voltar ao princípio para encontrar o rumo viável das palavras.

 

Comentários

  1. Grande profundidade nas palavras.
    Assim é a leveza da vida, que nos alimenta a cada dia.
    Continua a inspirar.

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  2. Vencer o descrédito (ou a desesperança?) com poesia...

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  3. Gostei de ler este belo poema com uma bela imagem a enquadrar as palavras.
    Os melhores cumprimentos.

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