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Vivemos sob o domínio do ego

Sentado no sofá, olho por entre os quadrados da porta de vidro o céu encavalitado no monte. À varanda, observo a paisagem: as casas, a relva onde, às vezes, existe um cavalo, as árvores, a estrada, em baixo, onde os carros passam continuamente, destinos variados.O mundo existe e existo eu.

Perante o espectáculo deslumbrante da natureza, o ego recua e reduzimos-nos à dimensão insignificante da nossa estatura. Deixamos de pensar. Não queremos mais saber quem somos. Todas as questões reduzem-se a sentir o que os olhos vêem.

Teremos que desejar ainda mais alguma coisa? Teremos que acreditar que haverá ainda mais alguma coisa para além daquilo que queremos e desejamos? Saberemos o que queremos? Ou tudo não passará de uma paisagem que nos entra pelos olhos dentro para nos deixar quietos e harmonizados com a natureza do que somos?

Podíamos limitarmo-nos a ser "apenas" como o vento, o sol e a chuva. Ser. Não desejar mais que o azul do céu. Criar aí as nossas raízes e crescer como uma árvore num horizonte de pássaros. E voar...

Mas não. Vivemos sob o domínio do ego. Subjugamos a liberdade do ser aos ditames do ego. Recusamos o universo de Deus para sermos o deus do nosso universo.

Comentários

  1. Olá Jorge, assim sim, um texto intelegente, original, magnifico!!
    Continua que vais bem com o teu blog e manda-nos mais novidades.

    Cumprimentos

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  2. Gostei muito do texto...

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  3. Gostei imenso do texto.

    Magnifico, sublime, realista, presentista, transpessoal.

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  4. Ha seres que quando voam por sintonia permitem que outros tambem possam voar.

    Obrigada.

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